Nesse final de 2025, o Hospital Unimed Regional Jaú deu um passo que muda de patamar a medicina praticada no interior paulista. Pela primeira vez em sua história, a instituição realizou com sucesso uma ressecção de Malformação Arteriovenosa (MAV) — um dos procedimentos mais complexos e temidos da neurocirurgia vascular.
Não se trata de uma cirurgia comum. A MAV é uma condição rara, silenciosa e potencialmente fatal. Sua correção exige precisão absoluta, domínio técnico e uma estrutura hospitalar que não admite falhas. A operação durou mais de dez horas, tempo que traduz, na prática, o nível de complexidade enfrentado pela equipe médica.
À frente do procedimento estiveram os neurocirurgiões Dr. Marcelo Ortolani Fogaroli e Dr. Rodolfo Brum Vieira, que conduziram a cirurgia utilizando tecnologia de ponta, com destaque para o microscópio cirúrgico Zeiss Tivato, equipamento fundamental para a visualização detalhada das estruturas cerebrais.
“Tudo interfere no bom prognóstico da cirurgia. Estamos falando de um equipamento essencial para a identificação precisa da malformação e para uma ressecção segura, reduzindo riscos e aumentando as chances de sucesso”, explicou o Dr. Marcelo.
Mas a tecnologia, por si só, não opera milagres. O que se viu no centro cirúrgico do HURJ foi um trabalho de alta performance coletiva, com integração total entre neurocirurgia, anestesia e UTI. Um alinhamento que, segundo o Dr. Rodolfo, é decisivo em procedimentos dessa magnitude.
“O hospital demonstrou possuir estrutura e maturidade para intervenções de altíssima complexidade. O cuidado começa antes da cirurgia, passa pelo ato cirúrgico e segue no pós-operatório, com segurança e monitoramento rigoroso”, afirmou.
Para o superintendente do hospital, Dr. Paulo De Conti, o feito representa um divisor de águas. A ressecção de MAV passa a ser o procedimento mais complexo já realizado pela neurocirurgia vascular da instituição, que recentemente também iniciou a execução de cirurgias de aneurisma.
“Esse avanço coloca o Hospital Unimed Regional Jaú no mapa dos serviços capazes de tratar as condições neurovasculares mais críticas. É um ganho direto para a população, que deixa de depender exclusivamente dos grandes centros”, destacou.
A cirurgia contou ainda com a participação do neurocirurgião Dr. Marco Antônio Zanini, do Hospital das Clínicas de Botucatu, e do anestesiologista Dr. Nelson Antônio Pedromo Junior, reforçando o caráter altamente especializado do procedimento.
O que aconteceu no dia 28 de novembro não foi apenas uma cirurgia bem-sucedida. Foi a quebra de uma barreira histórica. Jaú mostrou que o interior pode, sim, oferecer medicina de altíssima complexidade, com segurança, competência e responsabilidade. Quando há investimento, preparo e decisão, a excelência deixa de ser privilégio geográfico — e passa a ser escolha.
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