
O plano B de Abelardo: Fabiana Camarinha entra na disputa estadual enquanto o ex-prefeito briga nos tribunais para reverter inelegibilidade.
Tal qual em um tabuleiro de xadrez, em que as peças se movimentam e surpreendem o oponente, no jogo político não é diferente. O roteiro é conhecido, mas o elenco mudou de posição. Sem poder carimbar o próprio nome na urna, Abelardo Camarinha não se deu por vencido. O “cacique” da política local já redesenhou o tabuleiro para 2026: a bola da vez é a esposa, a vereadora Fabiana Camarinha, lançada como pré-candidata à Assembleia Legislativa.
A movimentação é cirúrgica e veio a galope, logo após o Tribunal de Justiça de São Paulo manter o “gancho” político de Abelardo até 2027. Na prática, a justiça diz que ele está fora. Abelardo, porém, diz que o jogo só acaba quando termina.
O front jurídico
A defesa de Camarinha vai bater às portas do STJ. A tese é de que a pena já prescreveu e a aposta é numa liminar que devolva seus direitos políticos. É o velho estilo Abelardo de fazer política: um olho no palanque e outro nos tribunais.
Plano A ou Plano B?
Enquanto os advogados peticionam em Brasília, Fabiana se consolida em Marília. Ela não é qualquer peça no tabuleiro; carrega o troféu de vereadora mais votada da história recente da cidade. E ainda tem o “recall” do sobrenome.
Nos bastidores, a leitura é clara:
1- Se a liminar vier, Abelardo decide se vai pro embate ou se mantém a esposa.
2- Se a justiça mantiver o bloqueio, o grupo não fica “orfão” e mantém o capital eleitoral dentro de casa.
A entrada de Fabiana Camarinha na corrida estadual reforça uma marca histórica da política regional: o peso dos grupos familiares.
A jogada é estratégica. O grupo mostra que, com ou sem impedimento jurídico, não pretende entregar o protagonismo de bandeja para os adversários.
Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.
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