
O Banco Central do Brasil determinou o cancelamento de 9,1 milhões de chaves Pix vinculadas a CPFs irregulares na Receita Federal ao longo dos últimos dez meses. A ação superou a estimativa inicial de 8 milhões e faz parte do endurecimento das regras para conter fraudes no principal meio de pagamento do país.
Foram excluídas chaves associadas a CPFs suspensos, nulos ou cancelados, além de registros em nome de pessoas falecidas. A orientação foi formalizada em março, por meio da Resolução BCB nº 457/2025, que determina a retirada do sistema de chaves ligadas a pessoas físicas e jurídicas em situação irregular na base da Receita.
O recado é simples: cadastro que não confere, cai fora.
Exclusões em massa
Entre março e 20 de dezembro de 2025, a limpeza atingiu 13,4 milhões de chaves de pessoas físicas e 5 milhões de chaves de empresas. No universo das pessoas jurídicas, 3,4 milhões estavam vinculadas a CNPJs irregulares.
Segundo o Banco Central, a depuração dificulta uma prática comum em golpes: o uso de chaves com grafia semelhante à de empresas legítimas para enganar vítimas. O BC avalia que o impacto tem sido positivo, ainda que não seja possível mensurar quantas fraudes foram evitadas.
Reação a ataques cibernéticos
A ofensiva ocorre após uma sequência de ataques cibernéticos registrados em 2025. De janeiro a outubro, o Banco Central contabilizou 68 incidentes em instituições financeiras e de pagamento — 37 deles com roubo de recursos. O caso mais recente foi em outubro.
Desde então, o regulador fechou o cerco: 33 instituições foram excluídas definitivamente do Pix e outras sete sofreram suspensão cautelar, após falhas na gestão de risco de fraude.
O que vem pela frente
Para 2026, o Banco Central planeja avançar ainda mais, com a criação de um sistema de score baseado em inteligência artificial, capaz de indicar a probabilidade de fraude em transações Pix.
O Pix segue rápido e eficiente.
Mas, cada vez mais, vigiado.
Viral – Informação é tudo!



