O microempreendedor individual (MEI) vai pagar mais imposto em 2026. O aumento é automático e ocorre por um motivo simples: a contribuição do MEI é calculada com base no salário mínimo, que foi reajustado a partir de 1º de janeiro.
Pela regra em vigor, o MEI contribui com 5% do salário mínimo para o INSS, valor que garante acesso à Previdência Social. Com o novo piso nacional fixado em R$ 1.627, a parcela previdenciária sobe para R$ 81,35 por mês.
A isso se somam os tributos fixos obrigatórios, conforme a atividade exercida:
- Comércio ou indústria:
INSS (R$ 81,35) + ICMS (R$ 1) = R$ 82,35 - Prestação de serviços:
INSS (R$ 81,35) + ISS (R$ 5) = R$ 86,35 - Comércio e serviços:
INSS (R$ 81,35) + ICMS (R$ 1) + ISS (R$ 5) = R$ 87,35
Os novos valores começam a ser cobrados no boleto com vencimento em 20 de fevereiro de 2026, referente ao mês de janeiro.
No caso do MEI caminhoneiro, o impacto é maior. A contribuição previdenciária é de 12% do salário mínimo, elevando o DAS para valores que giram em torno de R$ 196 a R$ 200, conforme o tipo de transporte realizado.
O pagamento mensal do DAS não é opcional. Ele garante direitos como aposentadoria, auxílio-doença, salário-maternidade e pensão por morte. Quem atrasa ou deixa de pagar perde cobertura e pode enfrentar problemas para regularizar o CNPJ.
Resumo da ópera: salário mínimo subiu, imposto do MEI subiu junto. É conta simples — e obrigatória.
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