Governo de SP ataca a raiz da violência doméstica com treinamento inédito para lidar com homens

Profissionais da assistência social estão sendo preparados para conduzir grupos de trabalho com homens para debater temas que, por muito tempo, foram tabus. (Foto: AgênciaSP)

O programa “Conversa de Homem” visa combater a violência doméstica na raiz, capacitando equipes do CRAS e PAIF para desconstruir o machismo. A iniciativa foca no diálogo com homens para prevenir agressões antes que ocorram.

Já não era sem tempo. Finalmente o combate a violência contra a mulher em São Paulo ganhou um reforço que foca a raiz do problema: a mentalidade masculina. Através da Secretaria de Desenvolvimento Social, o estado lançou a formação “Conversa de Homem”, um programa que vai treinar as equipes do CRAS e do PAIF para abordar diretamente o público masculino nos municípios.

O X da questão
Não basta apenas acolher a vítima quando o crime já aconteceu. A estratégia agora é a prevenção real. Profissionais da assistência social estão sendo preparados para conduzir grupos de trabalho com homens para debater temas que, por muito tempo, foram tabus:

  • Desconstrução do machismo e padrões de masculinidade;
  • Responsabilidade na paternidade e divisão de cuidados;
  • Prevenção da violência antes que o ciclo se feche.

Metodologia que funciona
A iniciativa, que integra o movimento São Paulo Por Todas, foge da teoria maçante. A formação utiliza métodos vivenciais e artísticos para sensibilizar quem está na ponta do atendimento. Como resultado, será entregue uma cartilha metodológica para que o estado tenha um padrão único de atuação: saber exatamente como falar e como transformar o comportamento desses homens.

A voz do Estado
Para a secretária Andrezza Rosalém, a inovação é histórica. É a primeira vez que o sistema de assistência social paulista (SUAS) terá uma ferramenta padronizada e territorializada para enfrentar a violência de gênero olhando para o agressor e para a estrutura familiar. É política pública séria: tratar a causa para evitar a reincidência e proteger, de fato, a mulher paulista.

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