
Relato de passageira que escapou de abordagem na madrugada joga luz sobre a falta de uma Guarda Civil em Jaú e as limitações dos Vigilantes Patrimoniais.
Leia com atenção esse depoimento e tente se colocar na cena – se é que um dia você já não esteve lá.
O coração disparou, o carro de aplicativo chegou. Na calada da noite, o terminal que deveria ser o portal de entrada de Jaú vira cenário de medo para as mulheres. “Eles se sentem donos do pedaço”, desabafa vítima.
“Pedi o carro na modalidade prioridade e, por Deus, ele chegou muito rápido. No exato momento em que o ‘nóia’ veio para cima de mim, o carro chegou, a porta se abriu e eu entrei. Ufa! Foi Deus quem me ajudou.”
O relato dramático — enviado com exclusividade ao portal Viral Notícias por uma moradora que prefere manter o anonimato — não é um fato isolado. Ele é o retrato fiel do pânico que tomou conta da Rodoviária de Jaú após as 23h.
Nas últimas horas, a Polícia Militar efetuou prisões de procurados e apreensões de drogas no terminal. Mas, para quem precisa desembarcar na cidade durante a madrugada, a sensação é de completo abandono. A queixa das mulheres é unânime: nenhuma mulher está segura nas ruas de Jaú à noite, muito menos na rodoviária.
O nó da questão: Jaú não tem Guarda Municipal
O susto da nossa leitora joga luz sobre um debate antigo na cidade. Muitos jauenses cobram a presença da “Guarda”, mas a realidade é outra: Jaú não possui uma Guarda Civil Municipal (GCM).
O que a prefeitura mantém é um corpo de Vigilantes Patrimoniais. Embora a atual gestão tenha investido recentemente em novas motos e uniformes para a categoria, a função desses agentes é estritamente proteger os prédios públicos e o patrimônio municipal. Eles não têm poder de polícia, não andam armados como uma GCM e não fazem o patrulhamento ostensivo que a população tanto clama.
A solução que o povo exige
Para quem usa o transporte público ou trabalha na região da rodoviária, a maquiagem urbana não resolve o problema. A cobrança do morador jauense nas redes sociais é direta e reta:
- Presença permanente da Polícia Militar dentro do terminal.
- Instalação de um posto policial fixo para o período noturno.
- Iluminação reforçada e monitoramento real por câmeras.
Enquanto as autoridades não se movimentam, a tática de sobrevivência das mulheres em Jaú continua sendo pagar mais caro por aplicativos de transporte rápido e rezar para o carro encostar antes do perigo se aproximar.
E você, jauense?
Já passou por algum susto ou situação parecida na rodoviária ou nas ruas de Jaú à noite? O que você acha que falta para melhorar a segurança na nossa cidade? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe esta matéria!
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