Enquanto insumos apodrecem no chão de terra, o Estado lava as mãos e a população fica exposta ao risco. Quem vai pagar a conta dessa irresponsabilidade?
De novo em Bauru! O crime contra a saúde pública está exposto aos olhos de quem quiser ver no Núcleo Edson Francisco da Silva, na Cidade Sem Limites. Caixas e mais caixas de seringas e agulhas — que deveriam estar salvando vidas em postos de saúde — foram jogadas no meio da terra, como se fossem entulho de obra.
É o fim da linha para o respeito ao dinheiro do contribuinte.
O PERIGO BROTA DO CHÃO
O que se viu nesta sexta-feira (17) não foi um erro de descarte. Foi uma ação deliberada de quem despreza os protocolos sanitários. Material perfurocortante, lacrado e pronto para o uso, jogado ao relento. O risco de contaminação e acidentes é real. Quem garante que uma criança da região não vá mexer nesse material?
O JOGO DE EMPURRA
A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo foi rápida em soltar a nota de praxe: “não é nosso”. Se o lote não pertence à rede estadual, a pergunta que o bauruense faz é uma só: quem comprou e quem jogou?
Insumos médicos têm rastreabilidade. Cada caixa dessa tem um rastro de dinheiro público ou privado. Não há desculpa para a inércia.
A CONTA É NOSSA
Enquanto o material é recolhido e a prefeitura tenta entender o tamanho do estrago, fica a indignação. É o dinheiro do seu imposto apodrecendo no pó de uma rua de terra.
Bauru não pode aceitar ser o lixão de quem não tem competência para gerir insumos básicos. A fiscalização precisa ser implacável. Identificar, multar e processar. Nada menos que isso.
Viral – A notícia que pauta o debate!




