Luz mais cara: Aneel aperta o botão da bandeira amarela e maio vem com ‘mordida’ na conta

Entenda o custo adicional e veja o que esperar para os próximos meses.

Prepare o bolso e o ânimo para recalcular os gastos dos próximos meses. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, nesta sexta-feira (24), que a bandeira tarifária para o mês de maio será amarela. Com a decisão, as faturas de energia voltam a ter cobrança adicional, interrompendo uma sequência de meses com bandeira verde (sem custo extra).

A taxa será de R$ 1,88 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. O acionamento do sinal amarelo ocorre em função da redução das chuvas nas regiões dos principais reservatórios do país, o que eleva o custo de produção de energia.

Fatores que elevaram a tarifa

Segundo a agência, o cenário de escassez hídrica exige o acionamento de usinas termelétricas, que possuem um custo de operação mais elevado do que as hidrelétricas.

  • Impacto: R$ 1,88 a cada 100 kWh.
  • Vigência: De 1º a 31 de maio.
  • Motivo: Baixa afluência nos reservatórios e aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD).

Histórico e projeções

Desde o início do ano, a bandeira verde vinha predominando, garantindo alívio no orçamento das famílias. A mudança para a bandeira amarela serve como um sinal de alerta para que o consumidor evite o desperdício, já que o sistema elétrico nacional começa a operar sob condições menos favoráveis.

A Aneel deve realizar uma nova avaliação no final de maio para definir a bandeira vigente em junho. Especialistas do setor não descartam a possibilidade de bandeira vermelha caso o período de seca se intensifique nas próximas semanas.

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