Marília dá passo estratégico rumo à gestão regionalizada de resíduos sólidos

A mobilização é conduzida pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Serviços Públicos, em parceria com a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, consolidando uma atuação integrada entre as pastas. Foto/Divulgação

Município articula ingresso no Cicop e fortalece atuação integrada entre Meio Ambiente e Agricultura

Com planejamento, articulação técnica e visão regional, a Prefeitura de Marília dá mais um passo estratégico na área ambiental ao encaminhar sua adesão ao Cicop – Consórcio Intermunicipal do Centro-Oeste Paulista. A iniciativa é conduzida de forma integrada pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Serviços Públicos e pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O Consórcio já reúne os municípios de Álvaro de Carvalho, Alvinlândia, Fernão, Gália, Garça, Guarantã, Júlio Mesquita e Lupércio. A presidência da entidade está sob responsabilidade do prefeito de Guarantã, Marcos Roberto Frugeri.

Desde 2025, Marília vem debatendo soluções regionalizadas para aprimorar a gestão e o manejo dos resíduos sólidos. Em novembro do ano passado, um encontro técnico conduzido pelo secretário adjunto do Meio Ambiente, Rodrigo Más, com participação do secretário da Agricultura, Leonardo Mascarin, apresentou propostas concretas de cooperação. Entre elas, ações integradas de Educação Ambiental, apoio técnico especializado e a disponibilização da Usina Móvel de Resíduos da Construção Civil (RCC).

Um dos principais avanços previstos com a adesão é a utilização da Usina Móvel de RCC, equipamento capaz de triturar resíduos provenientes da construção civil e transformá-los em material reaproveitável.

Segundo Rodrigo Más, o município já recebeu nesta semana o presidente do Consórcio para alinhar os detalhes da entrada de Marília. “Vamos ter acesso à máquina de trituração de RCC, que é móvel e poderá percorrer as zonas Leste, Oeste, Norte e Sul da cidade, ampliando nossa capacidade de reaproveitamento”, explicou.

A tecnologia conta com um potente sistema magnético que separa o ferro do material processado, garantindo um produto final limpo — popularmente chamado de “pipoquinha” — que poderá ser utilizado na manutenção das estradas rurais. A medida reduz o descarte irregular, gera economia aos cofres públicos e fortalece a prática da economia circular.

Estrutura fixa reforça estratégia rural

Além da usina móvel vinculada ao Consórcio, Marília contará também com uma máquina trituradora fixa, instalada no novo aterro municipal. O equipamento será operado pela Secretaria da Agricultura e terá como finalidade principal o reaproveitamento de resíduos na conservação das estradas rurais.

A integração entre as duas estruturas — móvel e fixa — amplia a capacidade operacional do município e consolida um modelo moderno de gestão ambiental.

Integração regional e fortalecimento das políticas públicas

Ao ingressar no Consórcio, Marília passa a integrar programas já desenvolvidos regionalmente, ampliando o alcance das políticas ambientais, fortalecendo cooperativas e promovendo avanços concretos na qualidade ambiental e na qualidade de vida da população.

Para Rodrigo Más, a articulação regional é decisiva para a evolução das políticas públicas. “Estamos ampliando nossas frentes de trabalho e fortalecendo a gestão dos resíduos de forma integrada. Essa aproximação com o Consórcio potencializa nossas ações, amplia nossa capacidade técnica e contribui diretamente para um futuro mais sustentável para Marília”, destacou.

Com esse movimento estratégico, as Secretarias do Meio Ambiente e da Agricultura reafirmam o protagonismo da Prefeitura na construção de soluções colaborativas e inovadoras, posicionando Marília como referência regional em sustentabilidade e gestão responsável de resíduos sólidos.

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