
R$ 3,6 BILHÕES EM JOGO: Conheça o grupo que lidera a disputa para privatizar o esgoto e transformar a infraestrutura de Bauru
A disputa pela concessão do sistema de tratamento de esgoto de Bauru deu mais um passo nesta sexta-feira (6). A Prefeitura abriu os envelopes com as propostas comerciais das empresas interessadas no projeto, que prevê investimentos e operação do sistema ao longo de décadas em um contrato estimado em R$ 3,6 bilhões.
Na etapa de análise das ofertas, o consórcio liderado pela CBI apresentou o maior deságio, oferecendo 38% de desconto sobre a tarifa de referência do esgoto projetada para quando a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) estiver concluída e em operação.
Outros dois grupos também participaram da disputa. A empresa espanhola Acciona apresentou proposta com 11% de desconto, enquanto a Aegea ofertou 35% de deságio. Com isso, o consórcio liderado pela CBI aparece, neste momento, na liderança preliminar do processo licitatório.
Apesar da vantagem na fase de propostas comerciais, o resultado ainda não define o vencedor da concessão. A próxima etapa envolve a análise técnica da documentação apresentada pelas empresas. O trabalho será conduzido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em conjunto com a Prefeitura de Bauru, que irão verificar a consistência das propostas e a habilitação dos participantes.
O processo também prevê prazo para questionamentos e impugnações entre os concorrentes, algo considerado comum em projetos dessa magnitude.
Descontos elevados chamam atenção do setor
Os percentuais de desconto apresentados na licitação foram considerados agressivos por participantes e observadores do setor de saneamento, o que pode abrir espaço para discussões técnicas nas próximas fases da concorrência.
Um dos pontos que tende a entrar no debate envolve as premissas utilizadas para o cálculo das tarifas, especialmente após o recente reajuste da tarifa de água — indicador que serve como base para a cobrança do esgoto no município.
Consórcio líder reúne empresas de médio porte
O consórcio que apresentou a melhor proposta é formado por empresas de porte médio, com liderança da CBI e participação da DP Barros. O grupo tem ganhado espaço em disputas recentes de concessões ao apresentar deságios competitivos em projetos de infraestrutura e saneamento.
Como parte das próximas etapas, os chamados “cadernos de propostas” serão disponibilizados para análise das empresas concorrentes. A partir desses documentos, os participantes poderão examinar os detalhes técnicos e financeiros apresentados pelo consórcio melhor classificado antes da conclusão do processo.
Solução para as Enchentes na Nações Unidas
Um dos pilares mais aguardados do edital é a intervenção na Avenida Nações Unidas. Além do esgoto, a concessionária será obrigada a investir mais de R$ 200 milhões em drenagem pluvial.
O projeto técnico exige a ampliação das galerias e obras de contenção de encostas para acabar com os alagamentos históricos que travam o comércio e o fluxo da principal via da cidade em dias de chuva. O prazo para a resolução definitiva desses pontos críticos é de 60 meses.
Se confirmada a habilitação e mantida a classificação, o projeto poderá marcar um dos maiores contratos de infraestrutura ligados ao saneamento no interior paulista, com impacto direto na ampliação do tratamento de esgoto e no cumprimento das metas do novo marco legal do setor.
Viral – A notícia que pauta o debate!



