
Mutirão da Secretaria do Meio Ambiente focará em móveis e eletrodomésticos velhos; logística restringe o recolhimento de entulhos de obras e podas vegetais.
A Prefeitura de Marília inicia na próxima terça-feira (23) uma nova etapa da Operação Cata-Treco na zona Norte, mirando o avanço do descarte irregular de resíduos volumosos e a proliferação de vetores de arboviroses na região. A ação vai concentrar o recolhimento de materiais inservíveis nos bairros Padre Nóbrega, Maracá I, II e III, Montana I e II e Trieste Cavichiolli, operando em um quadrante crítico para o acúmulo de inservíveis na periferia da cidade.
Os trabalhos ocorrerão das 8h às 16h, sob a coordenação da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Serviços Públicos. A logística do mutirão exige contrapartida direta dos moradores: os materiais devem ser colocados nas calçadas logo nas primeiras horas da manhã, uma vez que as equipes técnicas de coleta urbana não estão autorizadas a acessar o interior das propriedades privadas.
O gargalo do lixo urbano e as restrições de coleta
Apesar de o Executivo classificar a ação como medida essencial de zeladoria, o programa esbarra no limite operacional da triagem de resíduos do município. A pasta do Meio Ambiente emitiu um alerta rigoroso de restrição: não haverá recolhimento de entulhos de construção civil, restos de podas de árvores ou lixo orgânico doméstico.
Essa divisão técnica frequentemente gera atrito nas pontas, pois o entulho de obras residenciais e a podagem de jardins continuam figurando entre os principais componentes do descarte clandestino em terrenos baldios da zona Norte. O recolhimento desta etapa fica estritamente restrito a:
- Móveis inutilizados (sofás, armários, mesas e colchões);
- Sucatas metálicas e ferragens;
- Eletrodomésticos da linha branca danificados.
Interface com a saúde pública
O avanço do Cata-Treco para o complexo Maracá e Montana ocorre estrategicamente no período em que os índices de focos do mosquito Aedes aegypti — transmissor da dengue, zika e chikungunya — demandam bloqueios mecânicos antes do período de alta sazonalidade das chuvas. O acúmulo de objetos volumosos em quintais e calçadas periféricas é apontado pela Vigilância Ambiental como um dos principais fatores de manutenção da infestação predial.
O secretário da pasta, Mário Rui Andrade de Moura, pontuou que o sucesso do escoamento depende da disciplina de descarte do perímetro urbano mapeado. A prefeitura projeta estender o cronograma de manutenção para as demais regiões do município na sequência, pressionada pela demanda de passivos ambientais em áreas públicas.
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