Tragédia na Zona da Mata: Juiz de Fora soma 25 mortos e buscas por 47 desaparecidos continuam

Equipes do Corpo de Bombeiros e Defesa Civil trabalham ininterruptamente na busca por sobreviventes em Juiz de Fora. Pelo menos 47 pessoas continuam desaparecidas após deslizamentos de terra. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Juiz de Fora e cidades vizinhas da Zona da Mata enfrentam o pior desastre natural de sua história recente. Após o volume de chuva triplicar a média histórica para fevereiro, o cenário é de calamidade pública. Segundo o balanço atualizado pelo Corpo de Bombeiros e pela Defesa Civil, a região já contabiliza 31 mortes, sendo 25 delas em Juiz de Fora.

Balanço das Vítimas e Desaparecidos

O foco total das autoridades está na busca por 47 pessoas desaparecidas. Cães farejadores e drones térmicos estão sendo utilizados nos bairros Paineiras e Cerâmica, onde grandes volumes de terra e entulho dificultam o acesso.

  • Mortos na região: 31 (25 em Juiz de Fora, 6 em Ubá/região).
  • Desaparecidos: 47 pessoas.
  • Desabrigados: 440 pessoas acomodadas em ginásios e escolas municipais.

Caos Logístico: Bloqueios em Rodovias

O acesso à cidade e o escoamento de mantimentos estão severamente comprometidos devido a quedas de barreiras e rachaduras no asfalto. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), os principais pontos críticos são:

  • BR-040: Bloqueio total no trecho entre Juiz de Fora e Belo Horizonte devido a um grande deslizamento de encosta.
  • BR-267: Tráfego em meia pista em diversos pontos entre Juiz de Fora e Leopoldina; há risco de novos desmoronamentos.
  • Acesso Urbano: Diversas vias internas de Juiz de Fora permanecem interditadas pela Defesa Civil por risco de colapso estrutural de imóveis vizinhos.
  • Resposta Governamental
  • A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, decretou estado de calamidade pública. O governo estadual enviou reforços de batalhões de cidades vizinhas e aeronaves para o transporte de feridos. A recomendação da Defesa Civil é que moradores de áreas de encosta que notarem rachaduras ou inclinação de postes deixem suas casas imediatamente e liguem para o 199.
  • Esta matéria será atualizada assim que novos dados forem divulgados.

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