
Prefeitura de Limeira anuncia que vai processar o Governo Federal por omissão na fiscalização da Ponte do Esqueleto, onde jovem morreu sem cordas de segurança.
Essa manhã de sábado deveria ser de adrenalina, de foto bonita pra postar, de história pra contar, mas virou luto na Capital Nacional da Joia Folheada.
Maria Eduarda Rodrigues Freitas, apenas 24 anos, foi saltar da Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), pra praticar bungee jump. Só que ninguém amarrou a corda. Ninguém.
E o resultado a gente já sabe: mais uma vida jovem ceifada por descaso de quem deveria garantir segurança.
Um salto sem volta
Segundo o site Educadora Limeira, a jovem estava acompanhada de equipe especializada para o salto. Só que, na hora de pular, as cordas simplesmente não estavam amarradas — teriam sido “esquecidas” pelos técnicos.

“Esquecidas.” Lê de novo essa palavra. Uma vida inteira, esquecida.
- O Samu foi chamado, mas só pôde constatar a parada cardiorrespiratória e o óbito no local.
- O corpo foi levado ao Instituto Médico Legal (IML).
- A Polícia Militar deteve seis pessoas ligadas à organização da atividade.
Prefeito vai pra Justiça contra a União
Depois da morte, o prefeito Murilo Félix não escondeu a indignação e anunciou que a prefeitura vai processar o Governo Federal.
Em nota oficial, o município foi direto:
- A fiscalização da área é responsabilidade do Governo Federal;
- A Prefeitura e a Câmara cobram providências há meses;
- A omissão federal “acaba de resultar em mais uma tragédia em Limeira”.
Não é a primeira vez
E o pior: essa não é uma história isolada. Outra jovem, de 21 anos, também já morreu na mesma situação — jogada sem corda num salto de rope jump. O padrão se repete, e as vidas continuam indo embora.
Clima de indignação
Limeira é uma cidade que recebe turistas, que tem gente que vive de turismo de aventura e que depende desse tipo de atividade pra girar economia local. Mas turismo de aventura sem segurança não é aventura — é roleta-russa.
A cidade está de luto. A família perdeu uma filha de 24 anos por um erro que não devia nem existir: amarrar a corda. O básico do básico.
E enquanto isso, a “área de risco conhecido” continua lá, esperando a próxima vítima.
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