Bombeiros e Defesa Civil explicam que combate ao fogo em camadas profundas de entulho exige trabalho minucioso de rescaldo e depende das condições climáticas.
A semana começou mal para os moradores da zona leste de Jaú. O cenário de poluição atmosférica nos bairros da parte alta da cidade ganhou contornos ainda mais preocupantes nesta segunda-feira (13). Após novas avaliações técnicas do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, a informação oficial é de que não há um prazo definido para o fim da emissão de fumaça oriunda do incêndio na área de transbordo de resíduos da Prefeitura, localizada nas proximidades do Residencial Frei Galvão.
O Desafio Técnico do Rescaldo
A dificuldade reside na natureza do material acumulado. Por se tratar de uma montanha de galhos, restos de podas e entulhos de construção, o fogo atinge o que os especialistas chamam de “combustão profunda”. Mesmo sem chamas aparentes na superfície, o calor intenso permanece nas camadas inferiores, criando uma fumaça densa que se espalha conforme o vento muda de direção.
O Corpo de Bombeiros ressaltou que a extinção total depende de um trabalho lento e minucioso de revirar toneladas de detritos com o auxílio de máquinas pesadas, aplicando água em cada foco descoberto. Devido ao volume de material, o processo pode levar dias.
Monitoramento e Saúde Pública
A Defesa Civil mantém o alerta para os moradores dos bairros vizinhos, como o Jardim Sani e Residencial Bernardi, além das áreas próximas à rodovia SP-225. A recomendação é manter as residências fechadas e redobrar os cuidados com hidratação, especialmente para crianças e idosos, que são os mais afetados pela qualidade do ar.
Cobrança por Respostas
A falta de um prazo para o término do incidente ampliou a pressão sobre a administração municipal. Enquanto a Secretaria de Meio Ambiente trabalha com a hipótese de incêndio criminoso, a população cobra medidas mais eficazes no controle e na segurança dessas áreas de descarte, que têm se tornado focos recorrentes de problemas ambientais na cidade.
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