TEMPO FECHOU! Temporal avassalador com granizo e vento de 60 km/h deixa rastro de destruição em Bauru

Novamente a paciência do bauruense é colocada à prova. O temporal de ontem destelhou comércios, arrastou carros e cortou o abastecimento de água em diversos bairros da cidade. (Foto/Montagem: Reprodução Redes Sociais)

Temporal avassalador alaga a Nações Unidas debaixo da Fepasa, deixa motorista ilhado na Rodrigues Alves e faz o bauruense sofrer com apagão e desabastecimento em massa após o DAE perder os sistemas de bombeamento.

Novamente a paciência do bauruense é colocada à prova, já que definitivamente não tem um minuto de paz. Quem estava esperando aquela chuvinha mansa de outono para descansar no domingo levou um susto daqueles entre o final da manhã e o começo da tarde, quando uma linha de instabilidade severa — daquelas que o pessoal do IPMet/UNESP monitora com o coração na boca — trouxe um choque térmico violento na nossa região. O resultado? Um cenário apocalíptico.

Bastaram apenas 40 minutos de tempestade para despencar impressionantes 32 milímetros de água, acompanhados de descargas elétricas e queda de granizo. Com rajadas de vento que atingiram os 60 km/h, o céu de Bauru virou cenário de filme de terror e deixou um rastro de destruição que vai dar muito trabalho para limpar.

Caos no trânsito e motoristas ilhados

Na Avenida Nações Unidas, aquele velho drama que a gente já conhece e cansa de cobrar voltou com tudo. O principal corredor da cidade virou um rio caudaloso, forçando a Defesa Civil a interditar o trânsito na altura da quadra 4, bem debaixo do viaduto da Fepasa. Ali ninguém passava.

A situação não foi diferente na Avenida Rodrigues Alves. A água subiu tanto no pontilhão sobre a Rodovia Marechal Rondon que motoristas ficaram completamente ilhados, assistindo à força da enxurrada sem ter para onde fugir.

Fachada de churrascaria desaba e destrói carros

A força do vento fez um estrago feio na estrutura urbana da cidade. Na zona sul, a tradicional Apaloosa’s Churrascaria teve a fachada e parte do telhado arrancados pela ventania. A estrutura desabou direto em cima dos carros que estavam estacionados no local, gerando um prejuízo gigante.

No mesmo horário, a Associação Luso Brasileira também sofria com os impactos: as portas e parte da estrutura do ginásio do clube vieram abaixo com a força das rajadas. Além disso, quedas de árvores foram registradas por toda a cidade, inclusive esmagando veículos no Residencial Monte da Colina.

Torneiras secas: falta de energia paralisa o DAE

Para piorar a vida do cidadão que já estava no escuro, o bauruense agora vai ter que economizar cada gota d’água. O vendaval derrubou a energia dos sistemas de bombeamento do DAE, deixando bairros inteiros como o Geisel, Samambaia, Vargem Limpa e boa parte da Zona Norte com as torneiras completamente secas. As equipes estão na rua, mas a normalização não será imediata.

A única notícia boa no meio desse caos todo é que o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil confirmaram que, apesar do susto e dos danos materiais milionários, ninguém ficou ferido.

Mas a pergunta que fica no ar e que não quer calar é: até quando a infraestrutura da cidade vai ficar de joelhos toda vez que o céu resolver chorar um pouco mais forte? O espaço está aberto para que as autoridades se manifestem.

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